TY - JOUR
T1 - Entre Avanços e Assimetrias: Desafios na Formação em Neuropsicologia na América Latina
AU - Echavarria Ramirez, Luis Miguel
PY - 2025/10/1
Y1 - 2025/10/1
N2 - Este artigo analisa criticamente a formação em neuropsicologia na América Latina, destacando avanços, desafios e heterogeneidades que caracterizam o campo. Nas últimas décadas, observa-se uma expansão significativa da neuropsicologia como prática profissional e área de formação, impulsionada pela crescente demanda em contextos clínicos, educacionais e de saúde pública. No entanto, esse desenvolvimento tem ocorrido de forma desigual entre países e instituições, refletindo disparidades estruturais, econômicas e epistemológicas. A ausência de diretrizes comuns dificulta a padronização curricular e o reconhecimento profissional regional, ao passo que iniciativas locais têm buscado adaptar instrumentos, conteúdos e metodologias às realidades culturais da região. A atuação com crianças, a articulação com a educação e a valorização de práticas preventivas configuram características marcantes do campo. O texto discute ainda a importância de construir redes interinstitucionais e propor um modelo de formação em níveis, respeitando os recursos e particularidades de cada país. Defende-se a criação de centros de excelência, sistemas de certificação e estratégias de educação continuada que contribuam para a qualificação ética, técnica e social dos profissionais. Ao refletir sobre o cenário atual, o artigo propõe caminhos para a construção de uma neuropsicologia latino-americana crítica, plural e comprometida com a diversidade e com os direitos das populações atendidas.
AB - Este artigo analisa criticamente a formação em neuropsicologia na América Latina, destacando avanços, desafios e heterogeneidades que caracterizam o campo. Nas últimas décadas, observa-se uma expansão significativa da neuropsicologia como prática profissional e área de formação, impulsionada pela crescente demanda em contextos clínicos, educacionais e de saúde pública. No entanto, esse desenvolvimento tem ocorrido de forma desigual entre países e instituições, refletindo disparidades estruturais, econômicas e epistemológicas. A ausência de diretrizes comuns dificulta a padronização curricular e o reconhecimento profissional regional, ao passo que iniciativas locais têm buscado adaptar instrumentos, conteúdos e metodologias às realidades culturais da região. A atuação com crianças, a articulação com a educação e a valorização de práticas preventivas configuram características marcantes do campo. O texto discute ainda a importância de construir redes interinstitucionais e propor um modelo de formação em níveis, respeitando os recursos e particularidades de cada país. Defende-se a criação de centros de excelência, sistemas de certificação e estratégias de educação continuada que contribuam para a qualificação ética, técnica e social dos profissionais. Ao refletir sobre o cenário atual, o artigo propõe caminhos para a construção de uma neuropsicologia latino-americana crítica, plural e comprometida com a diversidade e com os direitos das populações atendidas.
UR - https://www.scielo.br/j/pcp/a/z34K4hGq9d89JCbKzjVrDLq/abstract/?lang=es
U2 - 10.1590/1982-3703003297525
DO - 10.1590/1982-3703003297525
M3 - Artículo
SN - 1982-3703
VL - 45
JO - Psicologia: Ciência e Profissão
JF - Psicologia: Ciência e Profissão
IS - 1
ER -